Fascistas querem “exterminar” esquerda, é preciso reagir à altura

TOP NOTÍCIAS 11/05/2020 Relatar Quero comentar

Nos últimos dias tem sido noticiado a atuação de grupos fascistas que afirmam querer “exterminar a esquerda”. Um desses grupos é o denominado “300 do Brasil”, que se autodenomina uma milícia da direita e atualmente está realizando um acampamento em frente ao Congresso Nacional em Brasília.

O grupo é liderado pela política direitista Sara Winter, que fez parte do movimento feminista ucraniano Femen, candidata a deputada federal pelo Rio de Janeiro em 2018 pelo Democratas, mas não se elegeu. Winter chegou também a ser coordenadora de políticas para a maternidade no Ministério da Família, Mulheres e Direitos Humanos, chefiado por Damares Alves, a qual considera sua “segunda mãe”.

O grupo diz realizar treinamento, sob a base dos preceitos de Olavo de Carvalho, e diz ter base em uma chácara no DF, a qual é custeada com doações de cerca de 100 colaboradores.

Ainda na última semana, outro grupo liderado por militares da reserva denominado “Soldados do Brasil, Voluntários da Pátria”, ameaçou invadir o STF e o Congresso no último sábado (09) trazendo uma frota de 300 caminhões e militares, prometendo “dar cabo” dos ministros do STF aliados do Foro de São Paulo, dizem eles, em referência ao espaço de debate e discussões criado em 1990 por, principalmente, Lula e Fidel Castro visando políticas comuns e a união dos povos do continente.

As ações dos grupos não devem ser desprezadas pela esquerda, mas sim são um sinal muito claro de que as hordas fascistas da extrema direita estão se organizando, estão aglutinando forças, apoiadores e atraindo um público cada vez maior, pois estão em atividade, nas ruas. E é exatamente nesse aspecto que, nos últimos meses, a esquerda tem colaborado, praticamente, estendido um tapete vermelho à sanha dos fascistas.

Desde o começo do 2º semestre de 2019, que a esquerda (partidos, sindicatos, movimentos populares) abandonaram os atos públicos nas ruas, começando a preparar a campanha eleitoral de 2020, e deixaram o caminho livre para o avanço dos fascistas pelas ruas e do governo Bolsonaro em medidas de ataques aos trabalhadores praticamente diários.

No final de 2019, ao invés de chamar o povo às ruas durante os ataques do governo, o máximo que as organizações sindicais propuseram foi um ato para 18 de março de 2020, uma proposta tão ridícula, que agora não adianta dizer que foi o coronavírus que impediu as manifestações. Naquele momento, por exemplo, a esquerda queria tirar férias! E assim o fez.

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